sábado, 14 de fevereiro de 2009

Prosesia* para Edilson




Meu caro amigo de barbas:
As sombras por aqui falam às paredes da incompetência doutorada 
e escondendo-se das imagens televisivas de gente vestida de Pinóquio sendo condecorada por magníficas autoridades
Já não há mais espaço para tanta baba 
Tudo está tomado por parasitas
Esta terra está tomada de donos
Esta terra está tomada do medo de gente que mata parasitas na unha, como você
Há muito piolho por aqui sugando o sangue da cabeça, querendo um pouco de massa encefálica
Mas parasitas não têm cérebro
Não tem planos
Não tem vida, pois dependem exclusivamente da vida do hospedeiro
Entretanto, cuidado:
Parasitas matam o hospedeiro!

Meu caro amigo de compositor de modas:
Não te espantes, pois, talvez, a moda daqui seja outra
A moda aqui é ficar calado e não cantar
A moda aqui faz sucesso no circo Portugal
A moda aqui, volta ou outra, tem sotaque caribenho
Sotaque de matador de índios

Meu caro amigo:
Continue sendo caro e amigo!
Pois já existe muita gente barata nesse mundo!
Gente barata e pegajosa embriagada com o inseticida do poder
Seja humilde como Jesus, que denunciou o Sepulcro Caiado e, por isso, morreu na Páscoa!

Não esqueça, meu amigo e companheiro, de ressuscitar no terceiro dia com um Detefon na mão!

Sucesso sempre!

Adalberto Pereira

* Prosesia é a mistura de prosa com poesia

1 comentário:

  1. Caro Amigo
    Parabens pela prosesia. Quem vive a realidade microcósmica Manauara, pode compreender perfeitamente o significado das tuas palavras, transformadas em prosa e poesia. Bravo!!!!tow rindo ate agora...rsrsrs

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