
Migrei para educação musical. Dói o meu estômago só de pensar nos PCNs para artes. Será que eu poderia chamar aquilo de engodo? É tão elevado e ao mesmo tempo tão inútil. Diz tanto e acaba não dizendo coisa alguma. Comprei no Arqueólogo por RS 18 ,00 um dos exemplares raros de 1ª edição deste logro. É neste estratagema que está inserida a ramificação musical das artes. Esta belezoca literária determina aos professores de Ensino Médio a preparar os alunos para a genialidade musical, desde composição polifônica à construção de instrumentos musicais de diversos timbres e registros. Nem os graduados sabem tal feito! Recusei-me novamente. Apesar de saber que interessaria a banca um trabalho como este, pois está ligado diretamente aos pré-universitários de música e à qualificação educacional musical, meu estômago recusou tal assunto. Só de escrever este parágrafo já fico nervoso de raiva. Em outra oportunidade detalharei o assunto.
Finalmente cheguei a um consenso estomacal. Vou falar a respeito da obra de alguém. Dei-me conta de que, apesar desta terra não possuir balaios de artistas na música voltados ao trabalho autoral, pelo menos os poucos que restam têm um trabalho interessante. Dei uma escaneada à minha volta e enxerguei um baixinho abusado que foi meu professor durante os cinco primeiros períodos na Faculdade: Adelson Santos. Muitos o conhecem como professor de violão, maestro e autor de Dessana Dessana juntamente com Márcio Souza. Todavia, o nome Adelson Santo soa muito mais que isso para a sociedade manauara. O período compreendido entre o final do anos 70 e início dos 80 foi promissor e notável para este artista/professor e para o delineamento da literatura musical no entorno manauara. Digo isso pois o trabalho intitulado “Argumento”, mais conhecido como “Não mate a mata”, inaugura, a meu ver, algo que ressoa até os dias de hoje na mente do compositor regional com “Música Verde”, ou música de temática ecológica. Acredito ter encontrado em Adelson Santos o elo perdido entre o que chamam erroneamente de MPA e a música produzida em Manaus até os anos 60. Apenas quero lembrar que estou no início das pesquisas e todas estas pressuposições podem cair por terra no andar da carroagem. Espero que não. E, mesmo não tendo encontrado o Santo-gral da MPA, farei este trabalho de pesquisa com imensa satisfação, pois já está na hora de dar a César o que é de César e a Adelson o que foi roubado dele.
Bero Vidal,
Manaus, 25 de dezembro de 2008

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